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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Vida longa aos blogs

imagem blog: Svilen Milev
http://efffective.com
imagem martelo: Michael w.
Há algumas semanas atrás li no estadão uma longa matéria sobre o fim dos blogs. Confesso que fiquei um pouco incomodada, já que aderi aos blos recentemente. A reportagem comentava como o termo blogueiro tornou-se obsoleto já que além de todos postarem hoje em dia, o blog tornou-se parte de algo maior e do qual não é necessariamente a engrenagem principal. Mas isso já é outro assunto que poderá ser comentado mais tarde...

Algo que realmente me irrita é essa mania que as pessoas têm de decretarem o fim das coisas... o fim da pintura, o fim da televisão (vi uma matéria na última info sobre se o you tube seria a morte da tv...), o fim do rádio. Acho isso uma falta de assunto interessante para se pensar! E de qualquer forma não concordo com o mote principal da materia do estadão.

Uma coisa engraçada é que em geral na rede, quando algo se populariza, os usuários mais antigos ou puristas, geralmente se incomodam com isso, e vários, como mostra a reportagem do inicio do post, acabam rejeitando a ferramente simplesmente porque ela se democratizou. Minha teoria é de para tudo na vida existe uma espécie de “seleção natural”, ou seja, uma grande parte daqueles que resolveram criar seus blogs por puro modismo, acabarão desistindo em alguma parte do caminho.

Para mim, uma das principais funções de um blog, não são os textos descompromissados ou críticos, ou sobre o dia-a-dia. Na verdade acho que cerca de 40% do que eu aprendi eu devo a blogs. Lógico que nem tudo funciona sempre, porém na maioria das vezes os tutoriais podem e dão muita ajuda. E os que mais gosto são aqueles em que a pessoa conta a solução para um problema que conseguiu superar e para que outros não passassem pelo mesmo, ela fez seu post. Simples assim. Ajuda honesta e gratuíta. Envolve apenas paciência para encontrar uma informação que já está lá.



Um dos tutoriais que me ajudou muito ultimamente foi este aqui: http://brunotorres.net/sobre-feeds-rss-atom#arquivos. É sobre como fazer para inserir feeds em seu blog. Traz informações de uma forma simples e bacana além de explicar direitinho até mesmo sobre o que é um feed. Como diria uma querida amiga, “eu super recomendo!”

E tutoriais você pode encontrar sobre qualquer assunto. Desde “porque minha receita deu errado”, até assuntos sobre moda, cultura, ou os que eu mais busco: programação, artes gráficas, marketing e web e ainda os reviws de produtos. A multiplicação dos blogs exige sim um filtro para separar o joio do trigo, mas uma vez que você encontre aquele blog com o qual se identifica, acaba virando fã ( daí o surgimento dos feeds, que facilitam a leitura dos blogs). Porque então pensar no fim de algo que é praticamente um “serviço de utilidade pública”? Não. Gastemos o tempo com post que valham a pena! E vida longa aos blogs.

domingo, 8 de março de 2009

Quero um site, e agora?

Que está na moda, todo mundo sabe. Que é importante para os negócios, também não é novidade. Porém a maioria das pessoas não pensa no que “ter um site” significa realmente. E deixam de perceber o principal: que a base de um site é seu conteúdo. Como assim? Eu explico: a primeira reação que se tem é o choque. Sim, porque algumas pessoas chegam, dizem: “quero um site, quanto tempo leva para que fique pronto?”, e é nesta etapa que o desenvolvedor tem de explicar: olha é preciso que você me passe o conteúdo. E ao término desta palavra surge um grande ponto de interrogação no rosto do cliente.

Vamos a algumas sugestões: antes de mais nada, é necessário que se respondam algumas perguntas. Para que servirá este site? Será um site de vendas, e-commerce? Ou será um portifólio? Que tipo de informação será colocada? Podem ser textos, fotos, áudio, vídeo.... e de onde elas virão? Ou ainda, que tipo de informação é realmente necessária? Porque na internet, “encher lingüiça” não funciona. Os internautas não são muito pacientes e se algo parece chato ou supérfluo, pode ter certeza de que ele nem se dará ao trabalho de ver. Há ainda mais uma questão importante: quem será o público-alvo?

Todas estas informações, fundamentais para o desenvolvimento do trabalho, devem ser definidas pelo cliente! E quanto mais detalhado for o seu briefing, mas fácil será o trabalho do designer e maior a chance dele de desenvolver um projeto exatamente como você queria.
Ah, você não achou que fosse tão complicado, não é? Mais aí entrará aquela parte da conversa, mais complicada ainda: os custos! Além do valor do trabalho do desenvolvedor, que criará o site para você, ainda há alguns outros valores a serem desembolsados. Você precisará registrar um domínio, ou seja, criar, cadastrar e comprar o seu endereço na internet. É através dele que as pessoas conseguirão acessar o seu site, e geralmente é cobrado através de uma taxa anual.
Aí você terá de contratar um servidor, que guardará na rede seus arquivos para que eles fiquem sempre disponíveis quando o seu endereço for digitado. Em geral é cobrada uma mensalidade para esta hospedagem, e podemos pensar nela, exatamente desta forma: um local virtual onde os arquivos do seu site são alocados.

Além de tudo isso é interessante ainda, pagar uma mensalidade para o desenvolvedor, para que ele possa fazer as alterações no seu site sempre que você precisar. Veja que isso é uma sugestão, em geral quando o próprio cliente tenta atualizar o site, a menos que este tenha conhecimento das linguagens, há certo risco de acontecer alguma bobagem. Aí, o custo para “consertar” será ainda maior do que o daquela mensalidade...

É claro que estes são os custos básicos. Conforme o tamanho do projeto poderão ser utilizadas muitas outras ferramentas, de marketing, por exemplo, para dar mais visibilidade ao site. Lembre-se: de nada adianta um site maravilhoso, se ninguém vê.

Há muitas outras formas de utilizar a internet para divulgar e comunicar, tais como blogs, catálogos virtuais, galerias, e até sites de relacionamento. O que vale é se informar e planejar bem para utilizar a web da melhor forma possível, com um bom custo benefício.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Para descontrarir

Esta nova era da fotografia digital mudou nossa relação com as imagens e principalmente mudou o modo como as registramos.
Vamos a alguns exemplos práticos: você resolveu comprar uma maquina digital e para a maioria das pessoas quanto menor a máquina, melhor. E a proporção de seus megapixels deve ser inversa, ou seja, quanto menor a máquina e maior o número de megapixels, melhor ainda. Neste ponto não levamos em consideração o que exatamente são estes megapixels...aliás esta informação permanece guardada a sete chaves sem que a maioria de nós possa entender seu de que forma eles (os megapixels) funcionam. Algumas pessoas ainda acreditam que, se a câmera tem expressivos 12 megapixels, suas imagens terão 12 mega. Ledo engano. Mas esta definição não nos cabe discutir agora.
Voltemos a você com sua máquina. A pequena notável terá bilhões de recursos e você, como bom usuário saberá mexer em 1 % delas. Mas isso não tem a menor importância se a sua máquina for daquelas que perseguem sorrisos. Depois que conheci a novidade, que dispara automaticamente quando alguém sorri, comecei a me preocupar com o surgimento de uma possível revolta de máquinas, com inteligência suficiente para gerar uma rebelião.
Então, você já equipado, parte para aquela sua tão esperada viagem de DEZ dias à Europa. Sim, eu disse DEZ DIAS de forma enfática, porque você conseguirá a proeza de, em apenas uma semana e meia, bater cerca de 1200 fotos. São 120 fotos por dia, impulso irresistível que já começa no aeroporto. O resultado desta síndrome do dedo nervoso (como alguns profissionais do ramo chamam) são fotos do céu, vários ângulos de vários monumentos públicos, fotos tiradas às escondidas dentro dos museus, rua, árvore, você com a árvore, você na rua, você em todos os restaurantes e cafés que passou, fotos dos cães nativos, e lógico, como não poderia faltar aquela foto clássica “tirei de mim mesmo” esticando o braço e fazendo poses.
Ah, a volta para casa. E surgem algumas situações. A primeira e muito comum é a de selecionar as melhores imagens para mandar para o lab. Esta proposta é como promessa de começo de ano, você jura que vai escolher, mas e o tempo para olhar, uma por uma, as 1200 imagens que você mesmo bateu?
A outra situação é a dos mais animados que criam um slideshow com as 1200 imagens e (essa é a melhor parte) resolvem mostrar para todas as visitas que aparecem na casa. São horas e horas vendo as centenas de igrejas barrocas de minas, ou mil e um jeitos de se cair enquanto esquia. Para estas pessoas, encerro com um pedido muito especial: parem com isso. Nós visitas não gostamos de ver mil imagens de férias que não foram nossas. Umas vinte imagens até vai, mais do que isso é sessão de tortura.
Se você se identificou com alguma parte deste texto, você faz parte da grande torcida que tenta se adequar aos adventos tecnológicos de uma época como a nossa, que avança tão rápido quanto um click da máquina (mas a máquina não faz mais click...isso já é outra história....)

Érica Vighi é fotografa e designer